10 de maio de 2013

Icoense viaja 3 mil km para acompanhar o tratamento da filha em São Paulo

O senso comum diz que o amor de uma mãe pelo filho não tem limites. Para algumas, nem a distância de quase 3 mil quilômetros consegue se tornar um obstáculo. Foi o que aconteceu com a icoense Maria Pinheiro da Silva, de 27 anos. 

Ela atravessou o Brasil para acompanhar o tratamento da única. Ela deixou a família em Icó, para se dedicar ao tratamento de Vitória, de 7 anos, contra o câncer no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP). 

Com apenas 1 ano de idade, a menina foi diagnosticada com sarcoma, um câncer que atinge as células o corpo e é um dos mais difíceis de ser tratado.

Vitória está há 5 meses em Jaú após um transplante


“Ela começou com uma febre que não curava nunca e uma dor na perna. Como o médico não descobriu o que ela tinha, nos mudamos para Fortaleza. Foi aí que descobriram o câncer. Ela foi tratada, mas a doença se tornou uma leucemia”, conta a empregada doméstica.

Maria diz que começou a procurar ajuda nas unidades de saúde do estado e descobriu o Amaral Carvalho, que é referência nacional no 

tratamento contra o câncer. Mas ainda faltava vencer a distância de mais de 3 mil quilômetros até Jaú. “Consegui ajuda na Secretaria de Saúde do Estado. Eles me deram a passagem e tenho uma ajuda de custo. Estou há cinco meses em Jaú, na Casa de Apoio Ronald Jaú, mas sozinha." A Casa de Apoio onde a icoense está é uma das três residências com 64 leitos mantidas pelo hospital de Jaú com recursos de uma fundação particular.

'Vai ficar tudo bem, mamãe'


Em Jaú, Vitória conseguiu o transplante de medula de um doador que não era da família. “Hoje, graças a Deus ela está bem, mas como já faz cinco anos que ela faz quimioterapia, a atenção é redobrada. Além disso, não temos previsão de voltar para casa, mas já me acostumei.”

Maria e Vitória estão na Casa de Apoio em Jaú
Imagens: Ariane Urbanetto/Hospital Amaral Carvalho


Para vencer a saudade da família e ultrapassar os obstáculos do câncer da filha, Maria afirma que conta com “armas divinas”. “Quando eu fico triste, a minha filha olha para mim e diz: 'Vai ficar tudo bem, mamãe'. Depois disso, tem como ficar triste? Ela é a minha guerreira. Só peço a Deus para que me conceda a alegria de estar sempre com ela, o resto a gente corre atrás depois”, conta a icoense. 

Informações do G1.

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